quarta-feira, 20 de junho de 2007

Pressentimentos

Amigos, profundos conhecedores de Jana Fiúza, diriam: - como ela ousa falar de pre-sentimentos se raramente ela demonstra sentimentos? È , meus caros, 25 anos se passaram, e a velha Fiúza se mantém igual. Ainda sou aquela que percebe tudo ao redor, aquela que se esconde atrás de maquiagem e malboro apenas para que não notem que estou notando tudo, aquela a quem é perigoso conceder 24 horas, a psicóloga natural, a perspicácia vestida de ingenuidade, a agnóstica (graças a Deus)...
Não tentem me passar a perna. Sou completamente aversa a rasteiras.
Não tentem se passar por falsos Messias. Já tenho essa bíblia decorada na cabeça.
Não tentem duvidar da minha palavra. Uma vez que eu a tenha acordado, é impossível adormecer o que eu digo.
Não tentem me acusar de agnosia. Sofro de miopia, não de cegueira.
Não tentem me chamar de louca. Apenas os loucos são capazes de amar sem explicação.
Não sou de meios termos, na minha balança nunca há contrapesos.
Não gosto de receber mentiras nem rosas.
Sou passional, não passiva.
Porque as pessoas tendem a negar a realidade tão branca e simples?
Eu não perdi meu telefone. Eu não peguei um ônibus com passagem só de ida. Eu não estudo 24 horas por dia. Meu computador não está quebrado. Eu não esqueci nenhum endereço. Eu não tomo mais do que três ou quatro banhos por dia. Eu não estou sempre doente. Eu não fui passar uns dias na casa do meu pai. Eu não fui a lugar algum, eu apenas desapareci por livre e muitíssimo espontânea vontade.
Porque? Ora, porque...Porque é tempo de se guardar. É tempo de extirpar toda a mentira e focar apenas no que é real. Ouvi hoje “Beautiful Day”, do U2 e uma frase me chamou atenção: “o que você não tem, você não precisa ter neste momento”. Depois dessa, cabe a mim apenas calar e consentir...

Nenhum comentário: